Os porcos da minha vida
- Mulher sem Sal
- 30 de set. de 2015
- 2 min de leitura

Minha cunhada me mandou essa mensagem esses dias: "Não sou de piadinhas, mas hoje ouvi na CBN: As mulheres estão desistindo de casar, afinal, pra quê comprar um porco apenas para ter a linguiça?Hoje coube direitinho pra mim..."
E eu pensei: Na verdade, para mim também. E para tantas outras amigas! Ri bastante...
Naquela noite, meu filho foi com o pai jogar cartinha até de madrugada (sendo que jogariam no outro dia de manhã também). Eis que chegaram próximo às 6h da manhã e o amor da minha vida, meu ex-marido no.2, disse que ia dormir em casa, no sofá. Por mais que eu tenha oferecido nossa cama...
Enfim, eu já estava acordada mesmo, quando começo a escutar um barulho de motosserra derrubando a mata atlântica vindo da sala... Era meu amor ronronando! E caí na gargalhada... Tem coisas que a gente não percebe quando está casada, ou se acostuma, não é possível. Jesus na cruz e eu não conseguia ouvir a TV as 7h da manhã! Só me restava rir com todos os diversos barulhos.
Eis que (juro que não lembrava dessa parte) escuto um barulho, parecido mesmo com uma explosão, vindo da sala... Daqueles rojões que acordam a própria pessoa que soltou, tamanho solavanco. Se fosse uma daquelas competições masculinas "O maior e melhor peido", esse com certeza seria um 15!
Aí já era, não conseguia mais parar de rir, lembrando da história do porco.
A barriga dói até agora quando lembro!
Sendo mãe de dois meninos, me preocupo com essas porquices. Quando um deles faz algo semelhante, daquelas nojeiras que daria orgulho a qualquer pai, eu perguntava: Não te dei educação?
Antes escutava um "desculpa mãe", agora? Com a aborrescência, depois de escutar "Deu sim, eu que não to afins de usar agora", eu suspiro: Ahhh se fosse 1920! Não sobraria um único dente pendurado nesse aparelho!
Como estamos no século XXI, depois que a raiva passa, eu penso: Ta aí, pelo menos eles sabem a diferença entre o certo e errado. E ao invés de malcriados, assumi que são bem humorados. Afinal de contas, ESSES homens não vão passar a vida roncando e peidando lá em casa, e sim, na casa de outra trouxa mesmo!
É como meu filho mais velho me disse outro dia:
— "Entra pra seita mãe"!
— "Seita? Que seita menino?"
— "Aceita que dói menos"
Trocadilho infame, porém, justo...
Em tempo, as mulheres (me incluo no range) também roncam e peidam. Acredito que, a maioria, de forma mais discreta. Eu, pelo menos, tento! Corro para o banheiro, tomo dimeticona, durmo de lado...
Agora, se a gente fechar os olhos e procurar porquice que marido faz... A lista fica longa, não fica?
Então cunhada... Juro que ainda não sei o porque a gente compra o porco. Só posso te dizer que seu irmão é porco pra caramba e ainda sinto saudade do ronca, fuça e rola poça!
Infelizmente...
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